ADVERTÊNCIAS
Advertências
1. Rogamos que haja cautela e sensibilidade no uso da linguagem quando se refere à batalha espiritual. Embora seja bíblico, o termo “batalha espiritual” é ofensivo para não-cristãos e carrega conotações que aparentam ser contraditórias, vindas daqueles que servem a um Senhor que morreu numa cruz. Além do mais, há uma enorme gama de significados ligados a vários termos oriundos da batalha espiritual, tais como cura, livramento, encontros de poder, possessão, demonização, poderes, e assim por diante. Além disso, novos temos estão sendo constantemente forjados (por exemplo: “batalha espiritual em nível estratégico”, “cura profunda”, etc.)
2. Pedimos vigilância para evitar qualquer sincretismo com crenças e práticas religiosas não-cristãs, como religiões tradicionais ou novos movimentos religiosos. Afirmamos também que os novos crentes estão sendo razoáveis quando esperam que o Evangelho vá ao encontro de suas necessidades de poder espiritual.
3. Pedimos discernimento no que se refere a usos mágicos de termos cristãos, e cautela aos ministros de libertação para que evitem transformar batalha espiritual em mágica cristã. Qualquer sugestão de que uma técnica ou método em particular no ministério da batalha espiritual assegure sucesso é uma compreensão mágica e sub-cristã do agir de Deus.
4. Encorajamos a comunidade a agir com extremo cuidado e discernimento no sentido de assegurar que autoridade espiritual não se transforme em abuso espiritual. Qualquer expressão de poder ou autoridade espiritual deve ser realizada em compaixão e amor.
5. Clamamos por um manto de humildade e graça da parte de obreiros transculturais que, tendo recentemente descoberto a realidade do domínio espiritual, vão para outras partes do mundo onde as pessoas conhecem e convivem por séculos com as realidades locais da esfera espiritual e da luta com o demoníaco.
6. Como a batalha espiritual se expressa de diferentes maneiras nas diferentes sociedades, nós alertamos veementemente contra levar idéias, métodos ou estratégias desenvolvidas numa sociedade e usá-las em outra sem qualquer crítica.
7. Precisamos resistir à tentação de adotarmos as táticas do demônio como sendo nossas. Por isso alertamos aos ministros de libertação que se certifiquem de que os métodos utilizados por eles na batalha espiritual estejam baseados na obra de Cristo na cruz:
a. Submetendo-se a Deus através da sua morte expiatória na cruz, Cristo privou Satanás da sua exigência de poder;
b. A disposição de Cristo ao auto-sacrifício em vez de revidar é o modelo para a batalha espiritual;
c. Quando separamos a cruz da batalha espiritual, criamos um clima de triunfalismo.
8. Pedimos ações que assegurem que as nossas abordagens e explanações sobre a batalha espiritual não prendam os novos convertidos aos mesmos medos por causa dos quais Cristo morreu para libertá-los. Ser livre em Cristo significa ser livre do medo do demoníaco.
9. Advertimos contra uma ênfase exagerada em espíritos, que culpa os demônios pelas ações das pessoas. Os demônios só podem agir através de pessoas, e estas podem ativamente escolher cooperar. Os espíritos não são a única fonte de resistência ao Evangelho.
10. Advertimos contra relações confusas ou coincidência nas causas ao reportar vitórias, e quanto ao uso indiscriminado de relatos não documentados para estabelecer a validade da guerra cósmica.
11. Advertimos contra o uso da escatologia como uma desculpa para não lutar contra todas as formas do mal no presente.